Técnicas
Velocidade do obturador: O tempo durante o qual o obturador permanece aberto determina a quantidade de luz que chega ao filme. Ao selecionar uma velocidade do obturador, verifica-se se a câmara está suficientemente firme. Quanto mais firme estiver, mais baixa poderá ser a velocidade do obturador utilizada. Mesmo um movimento minúsculo durante a exposição poderá fazer com que toda a imagem fique tremida. Usar um tripé é a única maneira de garantir o êxito de uma fotografia que exija um tempo de exposição longo. Com uma teleobjectiva, a instabilidade da câmara é mais notável do que com uma grande-angular, por isso, quanto maior for a objectiva, maior será a velocidade de obturador necessária. Além de "congelar" a acção, a velocidade do obturador permite criar efeitos que sugerem movimentos, ou efeitos especiais com o zoom.
Efeito de Panning: Nem sempre é necessário usar uma velocidade do obturador tão alta. Muitas vezes pode acompanhar-se o movimento enquanto se dispara, para o compensar, usa-se uma técnica chamada "panning".
Origem dos Textos: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Congelamento: A velocidade do obturador desempenha um papel importante na transformação de motivos em movimento em uma imagem estática. Quanto menos tempo o obturador permanecer aberto, menos o motivo se moverá dentro do enquadramento e mais nítido ficará. Por isso utiliza-se uma maior velocidade ao fotografar um motivo em movimento, como um cavalo a correr. Há ainda outros fatores a considerar. Primeiro, a velocidade real do motivo não indica necessariamente a rapidez com que a imagem irá mudar no visor. Se um motivo se dirigir directamente para a câmara ou se se afastar dela, a imagem mudará mais lentamente do que se ele passar perpendicularmente, e será necessária menos velocidade do obturador para "congelar" o movimento. Um movimento em diagonal no enquadramento necessitará de uma velocidade de obturador intermédia. O tamanho da imagem também é importante: um comboio visto como um ponto no horizonte não parecerá mover-se tão depressa como uma papoila oscilando em uma brisa suave em frente da objectiva. Quanto maior a distância focal e mais próximo do motivo, maior a velocidade do obturador.
Sugestões profissionais:

  •    Se tenciona ampliar a fotografia para o tamanho de um poster, qualquer movimento do motivo será muito mais perceptível do que se a utilizar em formato miniatura em uma página web.

  •    Lembrar-se de que há movimento em que muitas cenas que à primeira vista parecem estáticas: pessoas a passar em uma foto de arquitectura, pássaros a voar em uma paisagem e árvores que se vergam ao vento. Poderá ser necessário aumentar a velocidade do obturador para compensar.

  •    Uma velocidade do obturador que congele um movimento por completo poderá não dar os melhores resultados. Muitas vezes há um mérito artístico ao sugerir velocidade, deixando que o motivo crie um desfoque no filme.

Fotografia em estúdio: Uma das vantagens de um estúdio grande, é permitir uma maior distância entre o motivo e o fundo. Em condições com pouco espaço, é difícil iluminar os dois separadamente, e há o perigo de as sombras do motivo se formarem sobre o fundo. Iluminando o fundo independentemente, ele pode ser transformado de centenas maneiras. Dê-lhe uma iluminação gradual, iluminando a parte superior e a parte inferior de maneiras diferentes. Em alternativa, projecte formas ou cores sobre o fundo, colocando sobre as luzes máscaras (chamadas gobos) ou acetatos coloridos. Os rolos de papel branco ou preto são os fundos mais utilizados e os mais versáteis. Os rolos podem ser suspensos do alto da parede de um estúdio, e depois puxados até baixo e estendidos sobre o chão do estúdio, criando uma curvatura de forma a que a junção da parede com o chão não seja visível nas fotografias. A medida que o papel se vai estragando ou sujando, corta-se essa parte e puxa-se mais papel de rolo Há uma grande variedade de fundos à venda nas lojas da especialidade, mas saiba que os fundos simples muitas vezes resultam melhor, uma vez que não desviam a atenção, e porque num estúdio pequeno nem sempre é possível desfocar as formas mais elaboradas que o fundo possa ter.
Revelação fotográfica: É o processo de transformação da imagem latente registrada no filme fotográfico em imagem visivel através de processo químico.A luz sensibiliza os cristais de prata contidos na emulsão fotográfica que sofrem alterações que resultarão em sua transformação em prata metálica. Para efetivar esta transformação é necessário um acúmulo de energia luminosa.Quando uma pequena exposição é dada ao filme, os haletos de prata sofrem uma alteração mínima não perceptível (visível somente no microscópio eletrônico), a essa alteração chamamos de Imagem Latente.A revelação, por processo de óxido-redução, aumenta em cerca de 1 bilhão de vezes a energia captada, concluindo sua transformação em prata metálica, produzindo assim uma imagem visível. Os haletos não expostos e, portanto, não reduzidos continuam fotossensíveis, e serão eliminados no processo de fixação.Todo processo químico (ou reação química) é influenciado por alguns fatores: Concentração ou diluição do agente; Temperatura; Agitação; Tempo.
Processo de Revelação:
Revelador: A função do revelador é concluir a transformação dos haletos de prata contidos no filme em prata metálica, através do processo de óxido-redução. Neste processo o agente revelador se oxida, ’doando’ seu elétron ao haleto de prata, o que o transforma em prata metálica negra. Os reveladores são soluções alcalinas, e as fórmulas mais utilizadas são à base de metol e hidroquinona.
Interruptor:  A função do interruptor é neutralizar a ação da solução reveladora presente na emulsão, alem de tornar o meio gelatinoso ácido, preparando-o para o fixador, que também é ácido. Pelo fato das soluções reveladoras serem básicas (alcalinas) utilizam-se soluções ácidas para interromper sua ação. A maioria das soluções de interruptor são à base de acido acético glacial (o mesmo contido no vinagre), podendo também ser utilizado o ácido cítrico.
Fixador: A função do fixador é retirar da emulsão os cristais de prata (haletos) não sensibilizados pela exposição e, portanto, não transformados em prata metálica na revelação. A base das soluções fixadoras é o tiossulfato de sódio, pois este elemento reage com os cristais de prata formando complexos solúveis em água, provocando desta forma a dissolução dos haletos de prata não expostos e a preservação da imagem. Por ser responsável pela preservação da imagem, deve-se estar atendo a este processo, pois a permanência de resíduos, provenientes desta reação, ao longo do tempo acabarão decompondo-se, atacando e manchando a imagem de prata metálica.
Lavagem: A função da lavagem é remover da emulsão os produtos químicos do fixador. A lavagem tem o importante papel de remover esses produtos deixando na emulsão somente a imagem de prata metálica. Pois, se o tiosssulfato de sódio do fixador e o tiossulfato de prata, resultante da fixação, permanecerem na emulsão, atacarão a imagem produzindo descoloramento e manchas. A retirada dos produtos na lavagem acontece por difusão, ou seja, os sais migram do meio mais concentrado (emulsão) para o meio menos concentrado (água). Isso se baseia no fato de que duas soluções tendem a se equilibrar. Por isso a água tem de ser trocada constantemente. Para diminuir o tempo de lavagem e aumentar sua eficiência, pode-se utilizar soluções de auxiliar de lavagem à base de sulfito de sódio (processo descoberto por fotógrafos da marinha americana, ao utilizarem água do mar na lavagem dos filmes nos navios).
Secagem: Antes da secagem, deve-se utilizar uma solução surfante (espécie de detergente), para que seja reduzida a tensão superficial da água, evitando assim, a formação de gotas durante a secagem. Pois a formação de gotas na emulsão durante a secagem pode gerar marcas no filme, devido ao "inchaço" que a emulsão sofre quando molhada. A secagem natural é considerada sempre ideal, por não forçar a desidratação do filme. Estufas podem ser usadas, desde que a temperatura interna não ultrapasse os 40ºC.
Ângulo Visual: Ângulo visual em fotografia é a amplitude que pode ser registrada por determinada objetiva em função de sua distância focal. Quanto maior for essa distância, menor será o ângulo visual, e maior será o seu poder de aproximação.
Balanço de cores: Em fotografia, balanço de cores ou balanço do branco (em inglês, white balance) se refere aos ajustes que são efetuados pelo fotógrafo ou pela câmera fotográfica para se obter imagens com fidelidade de cores próxima àquelas que os objetos apresentam sob iluminação ideal. A percepção da visão humana faz com que enxerguemos um papel branco em sua cor natural sob diferentes condições de iluminação. A maioria das câmeras fotográficas digitais também faz isso automaticamente, embora nem sempre satisfatoriamente. O balanço de cores é efetuado previamente, tanto na fotografia com filmes como na fotografia digital. Na fotografia com filmes a cores, desvios de cores residuais são corrigidos posteriormente pelo laboratório fotográfico, já na fotografia digital a correção de cores no pós-processamento é feito ou por editores gráficos ou pelo próprio fotógrafo antes da impressão gráfica ou da revelação digital.
Cor e temperatura de cor: Há uma certa relação entre temperatura de um objeto e a cor que este objeto emite. Assim, para efeitos práticos, pode-se ter uma idéia da temperatura de um objeto através do exame da cor emanada pelo corpo aquecido.O grau de adaptação necessário para obter imagens com cores previamente balanceadas depende da avaliação mais ou menos precisa da temperatura de cor da iluminação ambiente. Ambientes iluminados com lâmpadas do tipo fosforescente exigem balanceamento de cores especiais para este tipo de lâmpada. Há muitos tipos de lâmpadas fluorescentes, e muitas câmeras digitais oferecem balanceamento pré-ajustado para diferentes tipos destas lâmpadas. Algumas câmeras possibilitam o balanço de cores em dois eixos: o eixo da temperatura (azul para vermelho) e o eixo neutro (magenta para verde).
Balanço de cores e equilíbrio de cores: O balanço de cores é neutralidade e não deve ser confundido com equilíbrio de cores que pintores e designers costumam aplicar para combinar cores. Nos trabalhos de pintores, por exemplo, o equilíbrio de cores não está presente na neutralidade, mas na noção que se tem de cores opostas quando se aplica cores intensificando ou reduzindo o seu contraste ou quando aumenta ou reduz as áreas coloridas com uma cor em função da área pintada com outra cor.
Métodos de balanceamento de cor:  As câmeras digitais efetuam balanço de cores considerando, a princípio, que deve haver, por exemplo, 30% de cor vermelha e 11% de cor azul na luz refletida por um alvo branco iluminado por uma fonte de luz ideal. Equiparando-se a lâmpadas incandescentes como iluminante ideal, lâmpadas fosforescentes de qualidade fotográfica apresentam um índice de reprodução de cores (IRC) de mais de 90%, numa escala que vai de 0 a 100 e vêm sendo cada vez mais aceitos em estúdios com recursos digitais. Apesar da natureza tricrômica das cores nas câmeras digitais, as câmeras de uso profissional costumam oferecer balanço de cores por correção de temperatura de cor (eixo vermelho-azul), compatibilizando-se com a fotografia tradicional cuja iluminação do estúdio era feita com tradicionais lâmpadas incandescentes do tipo photoflood, por lâmpadas halógenas de de mesma natureza e também pela luz de flashes eletrônicos. Por outro lado, algumas câmeras profissionais têm capacidade de adaptação cromática também a lâmpadas do tipo fluorescente e apresentam dupla articulação de cores: no eixo da temperatura de cor e no eixo das cores não térmicas.

    * O balanço do branco automático (Automatic White Balance - AWB) resulta de diferentes tecnologias. Uma parte utiliza um algoritmo que considera a parte mais clara da cena como sendo de cor branca e a mais escura como sendo de cor negra, outra quebra a imagem refletida e provoca a mistura de cores para fixar a cor desta mistura como branco padrão.

    * A maioria das câmeras possibilita "bater o branco" selecionando o tipo de iluminação sob o qual a imagem está sendo capturada, luz natural, luz de flash, luz de estúdio, luz de lâmpadas halógenas, luz fluorescente, iluminação caseira, entre outras.

    * Algumas câmeras de uso profissional permitem fixar o ponto branco com a câmera apontando diretamente para a luz que incide sobre o cenário. Isto também pode ser feito interpondo um filtro de balanço de cores que difunde a luz que penetra na câmera para efeito de fixação do ponto branco.

    * As câmeras de uso profissional também podem permitir travar o ponto branco enquanto se aponta a câmera contra uma referência neutra. Com esta finalidade há no mercado de materiais fotográficos cartões cinza especialmente neutros para pré-configurar o balanço de cores da câmera digital.

    * Em algumas câmeras, o balanço de cores pode ser feito introduzindo a temperatura de cor da fonte de iluminação em kelvin, p. ex., 2500 K, 5500 K, 10000 K.

    * Um outro método de balanceamento é o de balanceamento por correção manual do desvio. Com este método, corrige-se desvios em dois eixos: o eixo B-A (Blue e Amber) e o eixo MG (Magenta e Green).

Bracketing de balanço de cores: Para evitar indecisões, na dúvida quanto ao valor apropriado de correção, algumas câmeras oferecem o recurso de auto-bracketing, que consiste em capturar várias imagens de um mesmo objeto com valores diferentes de correção de cor para escolha e descarte de fotos posteriormente.

Pós-processamento de imagens: Uma imagem sofre influência de cores próximas, que podem ou não estar presentes no cenário fotografado, e apresentar falseamento de cores por dominância de uma cor ou por invasão de uma cor estranha. Pelo caráter algo imprevisível do fenômeno da invasão, ela pode ser deixada para ser corrigida por um software de tratamento de imagens que disponha de algum recurso para eliminar desvios ou invasões de cor. O cartão cinza neutro, que serve para pré-configurar o balanço de cores da câmera digital, serve também para tratamento de imagens posteriormente. A imagem do cartão cinza na foto tirada no início da seção de fotografias serviria para ser apontada como uma referência neutra para o tratamento da imagem posteriormente. Na fotografia convencional, os desvios de cor são eliminados por filtros CMY (acrônimo de Cyan, Magenta e Yellow) negativos. Na fotografia digital, uma foto de prova pode ser feita incluindo uma placa cinza neutra, que depois é analizada para avaliar o grau de correção necessário. Na fotografia profissional, o pós-processamento de imagens se faz preferencialmente sobre fotografias que estão em formato RAW, ou seja, sobre uma imagem fotográfica que não sofre nenhum balanceamento prévio do branco. Em imagens capturadas nesse formato, é importante a inclusão de um elemento de referência tal como um cartão cinza neutro no cenário, o que possibilita o batimento de branco com rapidez e facilidade.

Distorção de cores: Às vezes, o que se pretende obter é uma distorção proposital de cores, como a que é obtida com o uso de filtros coloridos sobre a objetiva de câmeras analógicas. Com câmeras digitais que têm o recurso de travar o balanço do branco isto é obtido facilmente. Apresenta-se um cartão com a cor inversa da cor desejada, p. ex., um cartão ciano para obter um efeito avermelhado, ou um cartão amarelo para obter um efeito azulado.
Bokeh: Bokeh (do Japonês boke , "blur") é um termo usado na Fotografia referente às áreas fora de foco e distorcidas, produzidas por lentes fotográficas. Diferentes bokehs de lentes produzem efeitos estéticos separados em fundos desfocados, os quais são freqüentemente utilizados para reduzir distrações e enfatizar o assunto primário.Apesar da dificuldade em medir, algumas lentes aprimoram a qualidade final de imagem ao produzir, subjetivamente, mais convenientes áreas desfocadas, conhecidas como bokeh. O Bokeh é especialmente importante para lentes de grande abertura, lentes para macro, e longas teleobjetivas, pois estas são tipicamente usadas com uma pequena Profundidade de campo. Bokeh é também importante para "lentes de retrato" (tipicamente teleobjetivas medianas, de 85 a 150 mm em equivalência a 35mm) porque o fotógrafo normalmente selecionaria uma curta profundidade de campo de foco (larga abertura) para desfocar o fundo e salientar o assunto principal.
As características de Bokeh podem ser quantificadas ao examinar os Círculos de confusão da imagem. Em áreas fora de foco, cada ponto de luz torna-se um disco. Dependendo de como uma lente tem sua Aberração esférica, o disco pode ser iluminado uniformemente, mais claro próximo à borda, ou mais claro perto do centro. Lentes que são pobremente aperfeiçoadas nesse aspecto mostrarão um tipo de disco nas áreas desfocadas no plano do foco, e outro nas áreas que se encontram atrás. Isso pode ser, na verdade, desejável, devido ao fato de círculos que são menos iluminados próximo à sua delimitação. Fabricantes de lentes incluindo Nikon e Minolta fazem lentes designadas com controles específicos para gerir áreas desfocadas. Dentre estas, estão incluídas: Nikkor 105mm f/2, Nikkor 135mm f/2, a antiga Minolta MD Rokkor 85mm f/2.8 de foco variável e automático.
Acredita-se que a qualidade de boke é influenciada diretamente pela formatação da abertura. Quando uma lente é configurada em posição diferente da sua máxima abertura, pontos desfocados estarão embaçados na forma poligonal da abertura ao invés de círculos perfeitos. Entretanto, isto é apenas visível quando uma lente produz os indesejáveis limites agudos de bokeh. Algumas lentes possuem lâminas de abertura com bordas curvadas para fazer com que a abertura aproxime-se mais de um círculo do que de um polígono. Designers de lentes podem também aumentar o número de lâminas para obterem o mesmo feito. As Canon EF de 85mm e f/1.2L - utilizadas freqüentemente para retratos - são um exemplo de abertura quase circular.
Bokeh pode ser aproximado por Software, selecionando-se áreas a ser desfocadas, porém os resultados nem sempre são satisfatórios.
A outra característica de uma lente que a faz produzir convenientes bokehs é complexa. Alguns desenvolvimentos de lentes são conhecidos por gerar um certo efeito de bokeh, mas a maioria dos fotógrafos não entendem completamente como o design das lentes influencia o bokeh; ela mal repara em resultados que a apraz.
Dupla exposição:  A dupla exposição, ou múltipla exposição, é uma técnica fotográfica que consiste em expor um negativo ou diapositivo múltiplas vezes. São utilizados os controles específicos da câmera fotográfica para tal, de forma a se obter imagens sobrepostas. Muitos fotógrafos recorrem a esta técnica com o ímpeto de produzir imagens desconcertantes com um carácter surrealista. No entanto a técnica de exposições múltiplas também serve para controlar a qualidade da definição da imagem quando se fotografa objectos inanimados com a câmera fixa em um suporte (normalmente é usado um tripé).
Evolução: Câmeras mais antigas permitiam a superposição de quadros nativamente, mas a ocorrência de superposições acidentais e perdas de quadros por avanço involuntário do filme parece ter sido bastante frequente. A maioria das câmeras compactas automáticas são dotadas de dispositivo de prevenção contra dupla exposição e o avanço automático do filme contribuiu para que a dupla exposição se tornasse mais difícil na prática. A múltipla exposição chegou até a câmera digital profissional como um recurso técnico de fotógrafos que ou se utilizavam de câmeras antigas ou dispunham de câmeras manuais do tipo usado em estúdios profissionais. A dupla exposição por vezes implicava em expor duas metades de uma chapa, o que se fazia tapando uma metade da objetiva a cada exposição. Isto ainda pode ser feito com o auxílio de filtros do tipo Double Exposure de fabricantes de filtros como a Cokin. A adoção de um sistema de filtros criativos possibilita o uso de outros filtros como os filtros Double Masks que consistem em filtros complementares, com máscaras em diversos formatos, assim como outros filtros como o Multi-Images que replicam uma imagem na mesma chapa com um única tomada.
Múltipla exposição com câmeras digitais: Algumas câmeras digitais profissionais e câmeras para amadores avançados (prosumer, em inglês) emulam o recurso de dupla exposição de câmeras analógicas[1]. Essas câmeras teem como recurso principal o bracketing que consiste na tomada de uma série de fotos automaticamente. A superposição de imagens nestas câmeras é um recurso subjacente à múltipla exposição e é um modo de visualizar as fotos antes de ser uma superposição real dessas fotos. As fotos visualizáveis em superposição são armazenadas independentemente, antes de serem uma série de fotos achatadas numa único quadro. A "dupla exposição" também pode ser obtida através do emprego de softwares de processamento de imagens como o Photoshop e o GIMP que admitem a inserção de fotografias em camadas superpostas e possibilitam o controle da transparência de cada uma dessas fotos. Uma técnica que recorre a uma "tripla exposição" é a HDR (High Dynamic Range). Esta é uma técnica que emprega fotos obtidas com diferentes exposições com vistas a apresentar fotos com riqueza de detalhes, tanto aqueles ocultos nas sombras como aqueles ofuscados pela iluminação.
Efeito dos olhos vermelhos: O efeito dos olhos vermelhos, em fotografia, consiste no surgir de pontos vermelhos nos olhos das pessoas e animais retratados em fotografias, resultantes do reflexo da luz do flash. Em algumas espécies de animais, existe uma camada reflectora atrás da retina que melhora a visão nocturna e que aumenta este efeito. O que conduz por vezes a variações da cor da luz reflectida de espécie para espécie. Os olhos dos gatos, por exemplo, podem reflectir em fotografias de flash, a cor azul, amarela, rosa, ou verde.
Causas: Para o reflexo atingir o sensor da câmera (ou o filme, pois as convencionais também sofrem com o problema), é preciso que o ângulo de incidência do flash seja muito pequeno, o que acontece principalmente em duas situações:
    * fotos com flash de pessoas distantes - é muito raro de acontecer em câmeras compactas pois, o flash nestas tem um alcance muito reduzido. Quanto mais perto do motivo a câmera estiver, menor a probabilidade de olhos vermelhos;
    * flash muito próximo da lente - é a principal explicação para o número crescente de fotos com olhos vermelhos, com câmeras cada vez menores, o flash quase sempre fica perto demais da objetiva.
Soluções: Alguns modelos tentam reduzir o problema com o flash escamoteável, que se abre acima do corpo da câmera, mais afastado da lente. A maioria, no entanto, conta apenas com o tal modo de redução de olhos vermelhos. O que ele faz é emitir alguns rápidos disparos de luz antes do flash propriamente dito, a fim de fazer as pupilas das pessoas a serem fotografadas se contrairem, diminuindo o orifício pelo qual a luz teria que entrar e ser refletida de volta para a câmera. Na prática, ajuda muito pouco. Partindo deste mesmo princípio, para diminuir o aparecimento de olhos vermelhos acende-se as luzes do ambiente antes de fotografar, mesmo quando o flash for capaz de iluminar a cena adequadamente. É muito mais provável encontrar olhos vermelhos em fotos tiradas no escuro, onde as pessoas estavam com as pupilas totalmente dilatadas, do que em ambientes bem iluminados.
Quanto mais afastado estiver o flash da objectiva, melhor. Assim, um flash externo será sempre uma melhoria. De outra forma, o reflexo pode ser evitado com o ângulo da luz. Para isso, pode-se ver flashes consideravelmente maiores, que normalmente são apontados para o tecto, numa técnica chamada de "bounce" (literalmente ressalto), a luz é reflectida noutra superfície e consegue-se uma iluminação mais natural, difusa e, mais importante neste contexto, que não é reflectida para a objectiva. Neste efeito, convém assegurar um ângulo próximo de 45º.
Exposímetro: O exposímetro (em inglês, light meter) é um fotômetro para uso em fotografia e em cinema que indica o valor de exposição (EV) adequado para uma dada sensibilidade de filme medindo a luz do ambiente que envolve os objetos a fotografar ou a luz refletida pelos objetos iluminados. No sistema de medição da luz ambiente o exposímetro usa um domo que capta a luz proveniente de todas as direções e corrige o nível de luz para usar a mesma escala utilizada no sistema de medição de luz refletida. Já no sistema de medição de luz refletida, o fotodetector é atingido diretamente pela luz, mas pode receber acessórios para medição de luz em ângulo mais aberto que o normal (wide) ou mais fechado (spot). Os exposímetros de melhor qualidade costumam ser sensíveis ao nível de iluminação por luz de estrelas até o nível de iluminação por luz solar zenital. Os fotômetros mais modernos são flash meters, capazes de medir o fluxo luminoso de flashes de luz de alta intensidade e com duração de milésimos de segundo.
Elementos fotodetectores:
    * de selênio (Se): incorporavam exposímetros mais antigos; se constituía de uma célula foto-elétrica; não necessitavam de baterias; eram pouco sensíveis e grandes, porém sua resposta espectral era muito próxima à dos filmes;

    * de sulfeto de cádmio (CdS): são células fotorresistentes; requerem bateria, são pequenos e muito mais sensíveis que os fotodetectores de selênio, têm a desvantagem de operar em banda de iluminação estreita.

    * de silício (Si): são os mais modernos, requerem bateria, têm resposta rápida, equipam flash meters e câmeras de alta qualidade.

Muitos exposímetros modernos costumam usar dois fotodetectores, um de CdS e outro de Si.

Métodos de medição: Dois métodos de medição com exposímetro são bastante conhecidos: o de luz refletida e o de luz incidente. Os exposímetros manuais modernos e de alta qualidade se prestam à medição por ambos os métodos usando a mesma escala de valores de exposição EV.

    * Para medida de luz incidente, se adapta um domo semi-esférico opalino à frente do fotodetector que passa a captar luz proveniente de um ângulo sólido de 180º. Em fotos de natureza, isto inclui a luz do sol e do céu; em fotos de estúdio, a luz de lâmpadas fotográficas e refletores; em fotos com o emprego de flashes, a luz do flash e de rebatedores ou das paredes. A dinâmica de cena leva os cineastas a apontar o domo para a fonte de iluminação; já os fotógrafos costumam posicionar o fotômetro no cenário e apontar o domo na direção da câmera, tirando a atenção da fonte de iluminação.

    * O método da luz refletida é o método usado por todas as câmeras com exposímetro incorporado. Os exposímetros de luz refletida são calibrados para indicar o valor de exposição mais adequado em função da luz refletida por uma superfície que reflete 18% da luz incidente[1].

    * O exposímetro se presta à medição pelo método de zonas em que se efetua medição de zonas claras e zonas escuras com vistas à preservar o máximo de detalhes claros ou escuros.

Câmeras digitais de boa qualidade costumam ser dotadas de exposímetros multi-segmentados que dispensam o cartão cinza para obter o valor médio usando em seu lugar o valor médio obtido pela medida dos diversos segmentos (modo average). Muitas câmeras digitais possibilitam a escolha de outros modos de medição como o modo ponderado (evaluative), o modo puntual (spot), o modo parcial (partial) e outros, diferentemente das câmeras analógicas que só se guiavam por um ou dois modos de medição.
Aplicações:
    * Fotografia e cinema: os exposímetros são usados para obter um valor de exposição ideal de modo não influenciado pela forma dos objetos, nem pela sua cor e nem pelo seu tamanho, nem pelo reflexo de superfícies metálicas ou pela presença de fontes primárias de luz.

    * Design de iluminação: o exposímetro se presta à medição do nível de iluminação para fins de decoração de vitrines e ambientes com equilíbrio entre a iluminação externa e interna. Para isso, os exposímetros costumam fornecer tabelas de conversão entre valores de exposição EV e iluminamento em lux.

    * Design de iluminação de palco.

    * Luminotécnica: um exposímetro fornece indicação segura sobre a iluminação ambiente para maior economia de energia luminosa.

    * Jardinagem: para manutenção de nível de iluminamento ideal para o crescimento de plantas.

Calibragem do exposímetro: Um exposímetro calibrado para luz refletida faz com que um objeto medido com o exposímetro, seja ele claro ou escuro, seja reproduzido com tom cinza médio, um tom com 50% de reflectância, no entanto há controvérsias. Há quem considere 13% de reflectância um valor mais apropriado para calibragem de câmeras para fotografia de paisagens e retratos em ambiente natural porque o padrão de 18% não leva em consideração as inevitáveis sombras ao ar livre, além disso as superfícies reais tendem a ser curvas, o que aumenta o contraste de forma dos objetos e vem a contribuir para declinar o exposímetro. O fato de existir cartões cinza 13% no comércio, não significa que os equipamentos fotográfico são calibrados em função dos 13%, ao contrário: servem como padrão para tomadas fotográficas sob luz natural. Há também quem afirme que há exposímetros profissionais calibrados para 13%, o que dispensa o uso de cartão 13% e, ao contrário, obriga o uso de cartão cinza tradicional de 18%. Não cabe ao fotógrafo calibrar o exposímetro. A ele é dado checar a carga da bateria, avaliar a possível necessidade de compensação dos valores de exposição e usar os padrões de cinza adequados ao seu métier.
Macrofotografia: A macrofotografia é a fotografia de pequenos seres e objectos ou detalhes que normalmente passam despercebidos no nosso dia-a-dia;são fotografados em seu tamanho natural ou levemente aumentados através de aproximação da câmera ou fazendo uso de acessórios destinados a este tipo de fotografia; as macrofotografias são exibidas em tamanho bastante ampliado para maior impacto visual. Classicamente, o campo da macrofotografia está delimitado pela captura de imagens em escala natural ou aumentada em até cerca de dez vezes seu tamanho natural (entre 1:1 e 10:1 de ampliação), mas uma definição precisa está cada vez mais difícil, uma vez que as muitas câmeras digitais usam sensores diminutos. Por outro lado, muitas fotos são obtidas à distância, com o uso de teleobjetivas para captura da imagem, e nem por isso a foto capturada deixa de ser uma macrofotografia.
Técnicas e acessórios: A maioria das câmeras digitais compactas são capazes de capturar imagens em macro por simples aproximação da câmera. Em algumas, simplesmente fixa-se o zoom no limite máximo e seleciona-se o modo macro no menu de modos de cena. Já as câmeras dSLR herdaram das câmeras 35 mm diversos acessórios específicos para macrofotografia como objetivas macro, foles e tubos de extensão, lentes close-up, anéis de inversão, etc.
Cada um deles com suas vantagens e desvantagens:

    * As objetivas macro são objetivas projetadas para focalizar a distâncias curtas e fixas, em escala natural, algumas provocando algum aumento no tamanho natural.

    * Os foles de extensão aproveitam a objetiva normal da câmera SLR proporcionando um aumento maior que as objetivas macro, até cerca de 8X.

    * Os anéis de inversão (ou de reversão) são dispositivos de origem artesanal que permitem montar a objetiva SLR invertida para obter ganhos significativos no campo focal.

    * Lentes close-up aumentam o tamanho dos objetos em duas, quatro ou mais vezes e focam a distâncias fixas do objeto.

    * Os flashes circulares (em inglês, ring flash), são ideais (quando não são absolutamente necessários) para iluminamento em macrofotografia, iluminam suavemente e não provocam sombras pronunciadas.

    * Tripés asseguram nitidez nas imagens, evitando tremores de câmera.

A macrofotografia, sendo detalhista, deve procurar privilegiar:

    baixa sensibilidade do filme ou sensor;
    pequenas aberturas de diafragma;
    altas velocidades de obturação;
    planos chapados de topo, lateral ou frontal.


Fotografia panorâmica: Assim como a palavra "panorama", refere-se a uma vista inteira de uma área circunvizinha. As fotografias panorâmicas tentam capturar tal vista. Não há nenhuma definição formal para o ponto em que "ângulo largo" termina e "panorâmica" começa, mas uma imagem verdadeiramente panorâmica deve capturar um campo de vista comparável (ou maior do que) a do olho humano, que é de 160° por 75°, e deve fazer assim ao manter os detalhes precisos através do retrato inteiro. Atualmente, é possível fazer fotografias panorâmicas em qualquer proporção com o uso de câmera fotográfica comum e scanner, ou mesmo câmeras digitais. Há software especial para tal, capaz de combinar várias fotos em uma única imagem, atingindo uma visão de até 360 graus. Fotógrafos que realizam panorâmicas são chamados de panoramistas.
Tipos:
    * Panorama: Quadro grande que permita ao espectador observar a paisagem como se estivesse no alto de uma montanha.
    * Panorama fotográfico: Conjunto de fotografias montadas para serem uma única fotografia.
    * Panoramas completos (360 graus): A montagem de fotografias em computador permite reconstituir panoramas completos (360 graus ao redor de um eixo de rotação) e a sua visualização sem distorções.
    * Panorama fotográfico cilíndrico: O panorama é projetado em um cilindro sendo o ângulo vertical de visão limitado a uma faixa horizontal.
    * Panorama fotográfico esférico: O panorama é projetado em uma esfera com o espectador virtualmente no seu centro sem limitações de visão.
Equipamentos:
Lentes Qualquer câmera fotográfica pode ser utilizada para fazer panorâmicas. No entanto, as lentes mais indicadas são as grande angulares. Para 90º a 180º, melhores resultados podem ser obtidos com lentes de 28 mm. Por outro lado, imagens em 360º tornam-se mais fáceis com lentes de 8 mm. Lentes normais (50 mm) não obtém grande riqueza de detalhes nem qualidades, devendo, portanto, ser evitadas.
Acessórios Na fotografia panorâmica, o uso de tripé é extremamente desejável, para facilitar a posterior composição das fotografias.
Interferência na fotografia: Chamamos de fotografia ou registro gráfico da luz quando a luz emitida, refletida ou refratada descreve alguma imagem ou manchas sobre algum papel fotosensibilizado quimicamente. A imagem é convencionalmente obtida através de uma caixa preta que com um pequeno orifício (com ou sem lente) permite captar a luz do meio através de um processo físico conhecido como difração. a luz queima (modifica) quimicamente um filme sensibilizado que passa por banhos que revelam a imagem e a fixam para a ampliação no papel fotográfico. Este é o método usual, porém, se utilizando do papel fotográfico ainda não exposto a luz podemos criar a imagem de forma direta. É um processo conhecido por: FOTOGRAMA.
O papel em questão deverá ter alguma substância que reaja a luz, de forma que possa diferenciar a parte exposta da parte não exposta. O elemento normalmente utilizado é o nitrato de prata que após a exposição a luz é passado por um líquido revelador. O revelador escurecerá as áreas que foram protegida da ação da luz, ou seja, tudo aquilo que ficou as sombras não sofrerá o efeito do revelador. O nitrato que não foi exposto se dissolve no revelador e o exposto escurece. Com a água é interrompido o processo e com o fixador impossibilita a luz de continuar escurecendo a imagem. A imagem, fator relevante, é tudo aquilo que interfere na luz de alguma forma, enfraquecendo a luz do ampliador (acetatos foscos, plásticos com relevos, etc.), concentrando a luz nalgum ponto (com a utilização de lentes ou espelhos), com o posicionamento temporário o total do tempo de exposição da luz do ampliador (de acordo com o efeito desejado, movendo um objeto ou posicionando-o em pontos diferentes do papel em parcelas diferentes do tempo total de exposição), fazendo várias exposições do ampliador respeitando o tempo limite deste. A luz pode receber um interferência por reflexão. Levando em conta que ela é mais absorvida por área escuras do que pelas áreas claras, é possível interferir na intensidade da luz através da utilização de outra imagem plana. Como o papel fotográfico possui uma certa transparência, podemos colocar a imagem por baixo deste (o contraste será obtido se o papel fotográfico for invertido e aumentado o tempo de exposição). Nas área brancas da imagem a luz será refletida dobrando a intensidade deste no papel sensibilizado, já nas áreas escuras a luz fará o percurso de atravessar o papel fotográfico sem se refletir, sendo absorvido de acordo com o tom da imagem. É um processo simples e lúdico, está amarrado à origem da fotografia, tanto nas experiências de Talbot quanto nos rótulos farmacêuticos de Florence. Colocar rendas, clipes, e botões para obter sombras é uma ação registrada fotograficamente, o número de cópia é limitada pela maneira que é disposto estes objetos. Se colocarmos aleatoriamente lantejoulas sobre o papel fotográfica e depois expô-lo à luz será impossível repetir o mesmo padrão caótico obtido. Porém, se fizermos montagem sobre um acrílico (ou outro material translúcido) do qual possamos sobrepor ao papel sem modificar a forma criada com lantejoulas ou papel recortado poderemos obter um número maior de cópias. A partir desta ação a matriz pode ser comparada à um negativo ( matriz a partir da qual se faz a ampliação ). Claro que neste caso ocorrerá uma ampliação se o acrílico for colocado mais próximo do ponto focal do ampliador. Se esta matriz pode ser considerado como negativo construído é uma questão de semântica.
O negativo construído: O negativo construído a princípio é a montagem de um negativo a partir de outros já existentes, recortando imagens de negativos e remontando para se obter a imagem desejada, é uma trabalho minucioso que invariavelmente pode ser identificado pela ampliação, seja pelo registro da fita adesiva, seja pela junção do corte de um negativo ao outro. Tal método foi muito utilizado pelo russo Alexander Rodchenko.
Para os mais puristas, o fato do negativo construído passar pelo ampliador de maneira convencional, pode parecer que é o item que o difere de uma matriz de fotograma montada sobre um chapa transparente rígida como descrito no parágrafo anterior. Porém devemos nos lembrar que um negativo não está amarrado aos 36mm convencionais, podendo existir no formato 120 mm ou maior de acordo com a necessidade e as possibilidades técnicas do fotógrafo. O fato de não existir câmara na dimensão requerida não significa que não possa ser montada, caixas escuras que possibilitavam a obtenção de imagem em negativos de dimensões consideráveis já era usado antes da existência da fotografia por Jan Van Eicke . A partir da imagem projetada ele obtinha o desenho para as suas pinturas hiperealistas. A reprodução a partir de negativo acima do tamanho convencional não é feito necessariamente de um ampliador, sendo que a imagem obtida no tamanho do negativo pode ser satisfatória. Neste caso, não é nem a reprodutibilidade, nem o fato de ser usado o ampliador que difere a matriz do fotograma ao do negativo montado, mas a natureza do negativo de registrar a imagem pela luz recebida. Deixemos claro que não estamos falando da cópia (ou das cópias, ampliadas ou não). O fato de, ao montarmos o negativo, deixarmos marca de corte e colagem, deixamos uma alteração a mais no resultado que não confere à uma simples montagem. Isto, a princípio parece contar pouco, porém estas marcas tem peso estético e devem ser manipuladas para que este peso não seja destrutivo, mas corrobore com o efeito desejado, neste caso podemos dizer que todo o Negativo Construído também sofre interferência em suas partes em prol do todo.
O processo da interferência fotográfica: A interferência pode ser tanto no negativo quanto na ampliação. No caso do negativo não apenas um corte bolhas de uma fita adesiva transparente modificam a imagem, o uso de raspagem, o risco com ponta seca, tinta esmalte, acrílica ou nanquim, ou qualquer outra coisa que modifique a transparência do negativo (deixando-o transparente ao retirar a emulsão ou opaco acrescentando material).
O negativo possui dois lados, uma mais fosco e outro mais liso, ao passarmos o uma gilete do lado fosco retiraremos um resíduo que se refere a gelatina protetora e a emulsão fotográfica. Neste caso é mais apropriado trabalharmos do lado fosco, pois assim obtemos a superfície mais adequada para a recepção de tinta e podemos retirar o material fotográfico através de raspagem ou solventes químicos, de acordo como o resultado que queremos. A diferença entre o negativo montado e o interferido reside no fato que o negativo interferido possui sua modificação superficial, chegando até ser perfurado. Ao pintarmos com errorex, caneta de transparência ou outras tintas mais frágeis o negativos estamos, de certa forma colocando um determinado tipo de material sobre o negativo, assim como aplicarmos algum tipo de fita adesiva, dessa forma podemos dizer que ao sobrepormos um negativo à outro estamos interferindo com o negativo, e não construindo um negativo com parte de outros. A montagem de um fotograma a partir de um negativo pode ser chamado de Interferência na ampliação. Todos os truques que podem ser aplicados no papel sensibilizado no caso de um simples fotograma podem ser realizados com o negativo no ampliador. Neste caso não haverá somente a criação de uma imagem, mas a modificação de uma imagem já existente. A imagem do negativo pode complementar, participar ou dominar o resultado final. O uso de efeitos caóticos pode ser complementado com fotografias de gravetos dispersos. A foto de um navio pode participar do efeito estrelado de pó de giz lançado sobre o papel de ampliação. Um retrato pode ser dominante ao ser envelhecido com banho em café após a obtenção da imagem ou reticulado com uma tela de serigrafia sobre o papel sensibilizado durante o processo de ampliação.
Através do uso de infinitos materiais e de infinitas formas podemos interferir em todo o processo fotográfico obtendo resultados que condizem com a necessidade do momento. O conhecimento dos químicos ou filtros utilizados podem direcionar na obtenção de cores durante a ampliação. Este método específico chama-se VIRAGEM. Fotos coloridas podem se tornar monocromática (amarelo, magenta ou ciano) assim como fotos pretos e branco podem ser revelados com sulfato de prato (tom sépia) ou com químicos utilizados nas revelações coloridas. As variações podem ser repetidas com uso de filtros coloridos na máquina com filme colorido ou com o uso de luz artificial como a luz da televisão para conseguir um tom azulado.
***********************************************
Origem dos Textos: Wikipédia, a enciclopédia livre.
By Passos Informática   -   afppassos@yahoo.com.br
Antigo Paisagem & Arte